domingo, 17 de janeiro de 2010

Memória do enterro do Dr. Sousa Martins

Sousa Martins de seu nome de baptismo José Tomás de Sousa Martins, nasceu em Alhandra a 7 de Março de 1843, vindo a falecer em Agosto de 1897.
A luta contra a tuberculose expunha-o à doença, nos contactos diários e directos com os doentes terminais. Detinha-se junto deles, a amenizar-lhes o medo. Muitos morreram de mãos entre as suas, alguns viram-lhe auras estranhas sobre os cabelos.
O Dr. Sousa Martins foi atacado pela tuberculose. Alguns dizem que querendo evitar o seu próprio sofrimento, suicidou-se em 1897. Outros dizem que faleceu de morte natural, tendo como prova disso a sua certidão de óbito. Os seus restos mortais repousam no cemitério de Alhandra.
Ao tomar conhecimento da morte do Dr. Sousa Martins o rei D. Carlos disse: “Ao deixar o mundo, chorou-o toda a terra que o conheceu. Foi uma perda irreparável, uma perda nacional, apagando-se com ele a maior luz do meu reino”.

Oração contra contágios


Oração contra contágios

Dr. Sousa Martins, intercedei por nós, junto do Glorioso e invicto, mártir S. Sebastião, insigne protector dos aflitos, desconsolados e trabalhadores que põem a confiança em Deus e esperam de sua benigníssima mão, o remédio das suas aflições e necessidades, nós Vos suplicamos com todo o fervor, como advogado que também sois, que nos preserveis de todo contágio, e que tudo isso livrei as nossas casas com a Vossa santa intervenção.


Fazei por nós o que tão contidamente Vos suplicamos, glorioso e invicto mártir S. Sebastião.

Amem.

S. Sebastião, orai por nós.

Dr. Sousa Martins, rogai por nós.

Rezar um Pai Nosso.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Apagou-se a mais brilhante luz do meu reinado."

Reputado médico e cientista, Sousa Martins chegou a todas as camadas da sociedade. Tinha uma doçura quase febril com os seus doentes. Amigo e mestre ímpar dos seus alunos, criou escola de saber e conhecimento. Estudioso e combatente contra a tuberculose, acabou por se suicidar para não sucumbir à doença. Depois de morto, tornou-se figura venerada pelo meio académico mas, sobretudo, pela população. "Ao deixar o mundo, chorou-o toda a terra que o conheceu. Foi uma perda irreparável, uma perda nacional, apagando-se com ele a maior luz do meu reino", disse, sobre ele, o rei D. Carlos.

Sousa Martins não é só nome de médico. Há quem diga que é santo e opera milagres. Amigo dos pobres, desamparados e doentes, a vida do médico deu origem a um extraordinário culto no País. Em Lisboa ou na Guarda, as suas estátuas são visitadas diariamente por devotos que ali depositam flores, objectos em cera e velas. Para eles, Sousa Martins já não é o médico. É o irmão que concede graças, o santo que ameniza a dor e o amigo que socorre os que depositam esperança na sua intervenção divina.

Nasceu em Alhandra em 1843 e, ainda bastante jovem, veio para Lisboa. Empregou-se como marçano na Farmácia Ultramarina, propriedade de um tio, que ainda hoje existe, na Rua de S. Paulo, em Lisboa. Para ajudar os mais carenciados, tornou-se exímio manipulador de produtos naturais. De praticante de farmácia chegou a farmacêutico. A sua inteligência e vontade de ajudar o semelhante levaram-no a tirar o curso de Medicina. Em poucos anos tornou-se um dos vultos marcantes do século XIX.

Cientista prestigiado, desfrutou de projecção internacional pelo estudo da tuberculose e das doenças nervosas. Afirmou-se "progressista e ‘maçon’". Solteiro, dedicou-se à medicina, física, química, botânica, zoologia, cirurgia, literatura, poesia, filosofia, história e oratória. Defendeu a construção de sanatórios, afirmando que a zona da serra da Estrela era propícia ao tratamento da tuberculose. Por isso, o primeiro sanatório construído nas Penhas da Saúde, por iniciativa de Alfredo César Henriques - o primeiro doente que, a conselho de Sousa Martins, se curara na serra, inaugurado em 1907 pelos reis, D. Carlos e D. Amélia - se chamou Sanatório Sousa Martins.

A luta contra a tuberculose expunha-o à doença, nos contactos diários e directos com os doentes terminais. Detinha-se junto deles, a amenizar-lhes o medo. Muitos morreram de mãos entre as suas, alguns viram-lhe auras estranhas sobre os cabelos. Uma dedicação que não exigia nada de volta. Sousa Martins procurava na ternura dos outros o seu sustento diário. Com a sua entrega absoluta aos doentes, amenizava o precário mundo dos hospitais. Aos seus alunos dizia: "Quando entrardes de noite num hospital e ouvirdes algum doente gemer, aproximai-vos do seu leito, vede o que precisa o pobre enfermo e, se não tiverdes mais nada para lhe dar, dai-lhe um sorriso."

Atacado pela tuberculose, e querendo evitar o seu próprio sofrimento, suicidou-se em 1897. Ao tomar conhecimento da sua morte, o rei D. Carlos exclamou, emocionado: "Apagou-se a mais brilhante luz do meu reinado."

Os seus alunos veneravam-no, e mesmo depois da sua morte, as suas lições, coligidas, eram referência obrigatória. Foi um professor entusiasta, sem artifícios. Dele, referiu o prémio nobel Egas Moniz: "Notável professor que deixou, atrás de si, um nome aureolado de prelector admirável, de clínico, de orador consagrado, sempre alerta nas justas da Sociedade das Ciências Médicas." Pelas suas qualidades, humanas e profissionais, Sousa Martins distinguiu-se no Portugal do século XIX: "Eminente homem que radiou amor, encanto, esperança, alegria e generosidade. Foi amigo, carinhoso e dedicado dos pobres e dos poetas. A sua mão guiou. O seu coração perdoou". A sua boca ensinou. Honrou a medicina portuguesa e todos os que nele procuraram cura para os seus males", definiu-o o escritor Guerra Junqueiro.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Oração ao Dr. Sousa Martins


Oração ao Dr. Sousa Martins


Eu (o nome do que reza),

Com a ajuda do Dr. Sousa Martins,

Filho de Deus, feito à sua semelhança

E com o seu sangue redimido,

Ponho preceito aos teus padecimentos... (o nome do doente),

Assim como Jesus Cristo

Aos enfermos da Terra Santa

E aos paralíticos de Sidónia.


Pois assim eu vos peço,

Senhor meu Jesus Cristo,

Que vos compadeçais deste vosso servo

E não o deixeis, Senhor,

Sofrer mais atribulações na vida.

Lançai sobre ele a vossa santíssima bênção,

E eu direi, com autoridade do nosso Senhor,

Que desapareçam todos os padecimentos.


Misericordioso Dr. Sousa Martins,

Vós que gozais do prémio eterno das Vossas virtudes,

intercedei por... (o nome do doente),

Obtendo a misericórdia divina

E a cura de todos os males.



Dr. Sousa Martins, orai por nós.

Dr. Sousa Martins, rogai por nós.

Dr. Sousa Martins, orai por nós.



Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amén.

Rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Oração - Contra Contágios

Oração - Contra Contágios

Dr. Sousa Martins, intercedei por nós, junto do Glorioso e invicto, mártir S. Sebastião, insigne protector dos aflitos, desconsolados e trabalhadores que põem a confiança em Deus e esperam de sua benigníssima mão, o remédio das suas aflições e necessidades, nós Vos suplicamos com todo o fervor, como advogado que também sois, que nos preserveis de todo contágio, e que tudo isso livrei as nossas casas com a Vossa santa intervenção.

Fazei por nós o que tão contritamente Vos suplicamos, glorioso e invicto mártir S. Sebastião.
Amem.
S. Sebastião, orai por nós.
Dr. Sousa Martins, rogai por nós.

Rezar um Pai Nosso

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Orações ao Dr. Sousa Martins


Orações ao Dr. Sousa Martins

Todas estas orações foram trancritas de vários livros dedicados ao Dr. Sousa Martins
algumas são inspiradas nas suas curas através das plantas,servem para curar os males
do corpo e da alma.



Alegria

Nada me alegra tanto
Como ouvir-Te
Sussurar como devo
Encaminhar
Os meus passos.

Só pensando em Ti
Consigo
Caminhar na vida.

Obrigado Dr. Sousa Martins


Força de vontade para Não desistir

Dr. Sousa Martins,
Ajuda-me a não desistir
Quando as dificuldades
São muitas
E os escolhos saõ enormes
Mas o caminho está certo
E tenho de prosseguir.
Ajuda-me , Dr. Sousa Martins,
Eu quero vencer na vida.


Coração

Este louco coração
Corre como um cavalo
Sem freio
E atinge níveis descomunais
Para o acalmar
Dou-lhe alfazema ou erva-cidreira
E ela abranda
Tal como disseste.
Obrigado, Dr. Sousa Martins.

Frigidez

porquê este desinteresse
Pelo meu marido
Se eu gosto tanto de conversar com ele
Como amizade e companheiro de vida?
Ando a utilizar a segurelha, a verbena
As urtigas e a baunilha.
Sinto-me já mais á vontade
Quando ele pretende "noivar"
Ajuda me a entender esta frigidez
E a modificar o meu comportamento,
obrigado, Dr Sousa Martins

Incompreensão

Falta me a luz
Para entender
Como hei de proceder

Tento tudo
Mas tudo sai errado
E é cada vez mais complicado.

Por favor,
Ajuda me ,Dr Sousa Martins


Medo

Tudo me mete medo

Não sou capaz de arriscar
Mais do que vejo
Á frente dos meus olhos

Só passo a passo
Consigo avançar
E mesmo assim hesito
Em tudo quanto faço

Dr Sousa Martins
Diz-me como hei de proceder
E este medo perder
Para ser igual
A toda a gente feliz
Ajuda-me Dr Sousa Martins


Azar

Quantos azares me perseguem!
São anos de sofrimento
Dia a dia
Sem Solução

Como fazer
Como transformar
A luta inglória e continuada
Em sucesso merecido?

Preciso de ti
Ajuda-me Dr. Sousa Martins

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sousa Martins - Obras Publicadas

José Tomás de Sousa Martins (Alhandra, 7 de Março de 1843 — Alhandra, 18 de Agosto de 1897) foi um médico e professor catedrático de Medicina da actual Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Formado em Farmácia e Medicina, trabalhou intensa, e na maioria dos casos gratuitamente, sobretudo no combate à tuberculose. Orador brilhante, dotado de humor e inteligência, homem de actividade inesgotável e praticante incansável da caridade junto dos mais desfavorecidos, exerceu uma forte influência sobre os colegas de profissão, os alunos e os pacientes que tratou. Esta influência metamorfoseou-se e perpetuou-se no tempo, tendo a figura de Sousa Martins assumido contornos de santo laico, num culto actual, bem visível nos ex-votos colocados em torno da sua estátua no Campo de Santana, em Lisboa, e no cemitério de Alhandra, onde está sepultado. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa.


Obras publicadas

O Pneumogástrico, os Antinomiais, a Pneumonia - Memória apresentada à Academia Real das Ciências de Lisboa, Tipografia da Academia Real das Ciências de Lisboa, Lisboa, 1867.
A Patogenia Vista à Luz dos Actos Reflexos, Tese de Concurso, Tipografia Universal, Lisboa, 1868.
Patogenia e Célula, 1868.
Relatório dos Trabalhos da Conferência Sanitária Internacional reunida em Viena em 1874, apresentado pelo delegado português a essa conferência J. T. Sousa Martins, Imprensa Nacional, Lisboa, 1874.
Relatório dos Trabalhos da Conferência Sanitária Internacional, reunida em Viena, em 1874, Imprensa Nacional, Lisboa, 1874.
A Medicina Legal no Processo Joana Pereira, Resposta a uma consulta, Imprensa da Universidade, Coimbra,1878.
A Febre Amarela Importada pela Barca "Imogene", Tipografia Portuguesa, Lisboa, 1879.
Os Typhos de Setúbal, Relatório sobre a Memória acerca dos typhos de Setúbal do sr. Dr. Francisco Ayres do Soveral e Parecer sobre essa memória por Sousa Martins, Imprensa Nacional, Lisboa, 1881.
"Movimentos Pupilares Post-Mortem e Intra-Vitam", in Revista de Nevrologia e Psychiatria, Lisboa, 1888.
A Tuberculose Pulmonar e o Clima de Altitude da Serra da Estrela, Imprensa Nacional, Lisboa, 1890.
Costumes da Occidental Praia - Evolução de uma Lei no Período Metafísico, Físico e Moral (publicado sob o pseudónimo de Zehobb Cêrvador), Tip. da Companhia Nacional Editora, Lisboa, 1890.
Discurso pronunciado na inauguração do Mausoléu Sobral na cidade da Guarda, Tipografia da Companhia Nacional Editora, Lisboa, 1894.
Comemoração de Louis Pasteur, Discurso feito na Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, Tipografia Castro Irmão, Lisboa, 1895.
Nosografia de Antero, in Antero de Quental, in Memoriam, Porto, 1896.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Tom%C3%A1s_de_Sousa_Martins